Uma abordagem centrada na pessoa.
A Osteopatia é uma profissão de saúde centrada na avaliação, diagnóstico diferencial e abordagem das alterações da função e do movimento, considerando a pessoa de forma integrada.
como um todo
O que é a Osteopatia?
A Osteopatia é uma terapêutica com uma abordagem sistémica dos cuidados prestados, que considera o ser humano como uma unidade funcional dinâmica.
No exercício da Osteopatia é dada particular atenção ao sistema neuro-músculo-esquelético, à biomecânica e à relação entre a estrutura e a função. A intervenção osteopática integra o diagnóstico diferencial e estrutural, o tratamento manipulativo e outras técnicas necessárias ao adequado desempenho profissional.
Uma abordagem sistémica
A Osteopatia considera a pessoa como uma unidade funcional dinâmica, reconhecendo a interligação entre diferentes estruturas, funções e dimensões do ser humano.
Estrutura e função
A prática osteopática atribui especial atenção à integridade estrutural e funcional do corpo, à biomecânica do sistema neuro-músculo-esquelético e à sua relação com a fisiologia do organismo.
Avaliação e intervenção
O exercício profissional envolve a recolha e interpretação de informação, o diagnóstico diferencial e estrutural e a utilização de técnicas manuais e outras afins adequadas ao âmbito da Osteopatia.
O Osteopata deve reconhecer situações que ultrapassem o âmbito da Osteopatia e encaminhar a pessoa, sempre que necessário, para o profissional de saúde mais habilitado a intervir na situação identificada.
Como atua o Osteopata?
A intervenção osteopática resulta de um processo de avaliação, raciocínio e decisão clínica, orientado pelas necessidades de cada pessoa e pelos princípios de segurança e responsabilidade profissional.
Recolher e compreender
O Osteopata recolhe informação relevante e analisa as queixas apresentadas, o contexto e outros elementos necessários à compreensão da situação do utente.
Avaliar
A avaliação pode integrar observação, palpação, análise da amplitude dos movimentos e outros procedimentos adequados à prática osteopática.
Decidir e intervir
Os dados recolhidos são interpretados e fundamentam o raciocínio e as decisões do Osteopata, incluindo a definição do plano e das técnicas osteopáticas consideradas adequadas.
Acompanhar
O plano conta com a participação ativa e consentida do utente e inclui a avaliação regular da evolução e dos resultados ao longo do acompanhamento.
O Osteopata deve reconhecer situações que possam estar fora do âmbito da Osteopatia e encaminhar, sempre que necessário, para o profissional de saúde mais habilitado a intervir.
Em que situações intervém a Osteopatia?
A intervenção osteopática enquadra-se nas competências legalmente definidas para a profissão e pressupõe uma avaliação adequada de cada utente.
Sistema neuro-músculo-esquelético e alterações relacionadas.
A Osteopatia tem como objetivo diagnosticar diferencialmente, tratar e prevenir distúrbios neuro-músculo-esqueléticos e outras alterações relacionadas, utilizando técnicas manuais e outras afins no âmbito da prática osteopática.
A sua intervenção considera ainda alterações das funções fisiológicas e da regulação da homeostase relacionadas com disfunções somáticas, neuro-músculo-esqueléticas e elementos vasculares, linfáticos e neuronais relacionados.
Biomecânica e função
A Osteopatia dá especial atenção à biomecânica do sistema neuro-músculo-esquelético e à sua relação com a fisiologia do organismo.
Uma abordagem integrada
A avaliação osteopática considera a relação entre estrutura e função e a interligação entre diferentes sistemas e tecidos do organismo.
Sempre que as queixas do utente possam indicar uma patologia ou situação fora do âmbito da Osteopatia, o Osteopata deve reconhecê-la e encaminhar o utente para o profissional de saúde mais habilitado a intervir.
A Osteopatia em Portugal.
O acesso e o exercício da profissão de Osteopata encontram-se legalmente regulamentados em Portugal, com requisitos próprios de formação e habilitação profissional.
Uma formação específica para o exercício da profissão.
O ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado em Osteopatia integra formação em ciências fundamentais, ciências e técnicas clínicas, princípios da Osteopatia e prática da Osteopatia.
Licenciatura em Osteopatia
O acesso à profissão depende, nos termos gerais legalmente previstos, da titularidade do grau de licenciado em Osteopatia obtido através de um ciclo de estudos compatível com os requisitos legalmente estabelecidos.
Cédula profissional
O exercício da profissão de Osteopata está reservado aos detentores da correspondente cédula profissional, emitida nos termos legalmente estabelecidos.
O título de Osteopata é reservado
A utilização do título profissional de Osteopata está reservada aos profissionais detentores da correspondente cédula profissional.
Enquadramento baseado na Lei n.º 71/2013, de 2 de setembro, na Portaria n.º 207-B/2014, de 8 de outubro, e na Portaria n.º 172-E/2015, de 5 de junho. A legislação aplicável deve ser considerada na sua redação em vigor.
Como verificar um Osteopata?
Antes de recorrer a um Osteopata, pode confirmar a sua habilitação profissional através do registo público oficial ou procurar um profissional associado da AOST através do nosso diretório.
Confirme o registo e a cédula profissional do Osteopata através da plataforma oficial.
Consulte o diretório da AOST e encontre profissionais associados em diferentes regiões do país.
O Diretório AOST apresenta profissionais associados da Associação dos Osteopatas de Portugal e não substitui o registo público oficial. A ausência de um profissional no Diretório AOST não significa, por si só, que este não se encontre legalmente habilitado para o exercício da profissão.
O que esperar de uma consulta de Osteopatia?
Cada consulta é adaptada ao utente e à sua situação. A avaliação permite ao Osteopata recolher a informação necessária para fundamentar as decisões relativas à intervenção osteopática.
História do utente
A consulta começa pela recolha de informação relevante sobre as queixas, antecedentes, estado de saúde e outros elementos importantes para compreender a situação apresentada.
Exame e avaliação
O Osteopata procede à avaliação adequada, podendo recorrer à observação, palpação, análise dos movimentos e outros procedimentos relevantes para a prática osteopática.
Plano e consentimento
O Osteopata explica a abordagem proposta e estabelece um plano com a participação ativa e consentida do utente, de acordo com a situação identificada.
Tratamento osteopático
Quando indicado, são aplicadas técnicas osteopáticas adequadas ao utente, à avaliação realizada e aos objetivos definidos no plano de tratamento.
Reavaliação
A evolução é avaliada ao longo do acompanhamento, permitindo adequar o plano, avaliar os resultados e encaminhar o utente quando necessário.
A informação e o esclarecimento são elementos essenciais da relação terapêutica. O tratamento deve integrar a participação ativa e consentida do utente, que deve ser informado sobre a intervenção proposta.
Direitos do utente e responsabilidade profissional.
A relação entre o Osteopata e o utente deve assentar na segurança, na informação, no respeito pela autonomia e numa atuação responsável dentro das competências próprias da profissão.
Informação e consentimento
O utente deve receber informação adequada sobre a intervenção proposta e participar de forma ativa e consentida nas decisões relativas ao seu plano de tratamento.
Confidencialidade
O Osteopata deve respeitar a confidencialidade da informação relativa ao utente e assegurar uma relação profissional baseada na confiança e no respeito.
Registos adequados
A prática profissional inclui a manutenção de registos claros e adequados sobre a avaliação, as decisões tomadas, a intervenção realizada e a evolução do utente.
Segurança do utente
O Osteopata deve avaliar a situação apresentada, reconhecer fatores relevantes para a segurança e adequar a sua atuação às circunstâncias identificadas.
Limites profissionais
O profissional deve reconhecer situações que ultrapassem o âmbito da Osteopatia e encaminhar o utente para o profissional de saúde mais habilitado a intervir quando necessário.
Comunicação responsável
A comunicação profissional deve ser clara e responsável, sem criar falsas expectativas relativamente aos resultados da intervenção ou apresentar garantias de cura.
A autonomia profissional do Osteopata implica também responsabilidade pelas suas decisões e pela sua prática. Reconhecer os limites da intervenção, informar o utente e encaminhar quando necessário são componentes fundamentais de uma prestação de cuidados responsável.
Fontes oficiais e enquadramento legal
A informação apresentada nesta página tem por base o enquadramento legal da Osteopatia em Portugal. Consulte os diplomas oficiais para conhecer integralmente as disposições aplicáveis.
Regula o acesso às profissões no âmbito das terapêuticas não convencionais e o seu exercício.
Fixa a caracterização e o conteúdo funcional da profissão de Osteopata.
Regula os requisitos gerais do ciclo de estudos conducente ao grau de licenciado em Osteopatia.
Conheça a profissão. Encontre um Osteopata.
Consulte o Diretório AOST para encontrar profissionais associados ou conheça o percurso de formação e os requisitos para o exercício da Osteopatia em Portugal.
